Cleitinho diz que quer diminuir fila de cirurgias, nega que beneficiará doadores de campanha e explica uso de emendas PIX

  • 18/09/2026
(Foto: Reprodução)
MG1 entrevista Cleitinho (Republicanos), candidato ao governo de MG O candidato do Republicanos ao governo de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, afirmou, em entrevista ao MG1 desta sexta-feira (18), que pretende diminuir a fila de cirurgias eletivas no estado por meio de diálogo com deputados e de emendas parlamentares. Ele negou que beneficiará empresários doadores de campanha em um eventual governo e disse que usa as chamadas "emendas PIX" para destinar recursos aos municípios porque considera que as prefeituras precisam do apoio financeiro. O candidato foi o quinto a participar da série de sabatinas do MG1, que seguirá até o próximo sábado (19). A Globo convidou os seis nomes mais bem colocados na pesquisa de intenção de voto divulgada pelo Instituto Datafolha em 11 de setembro. Veja o que Cleitinho Azevedo falou sobre os seguintes temas: Hospitais regionais e filas na saúde Doações de campanha Emendas PIX Indefinição de candidatura Propag e dívida de Minas Articulação política e relação com a Assembleia Servidores públicos e reajuste Diálogo com o setor agropecuário Mobilidade urbana e Rodoanel Corrupção e relação com aliado investigado Conduta pública Hospitais regionais e filas na saúde Cleitinho Azevedo fala sobre saúde em entrevista ao MG1 Questionado sobre a ausência de metas, prazos e previsão de investimentos detalhados no plano de governo para a área da saúde, Cleitinho Azevedo afirmou que pretende priorizar a conclusão dos hospitais regionais ainda pendentes no estado. "A gente precisa terminar esses hospitais, e com muito diálogo, muita conversa, a gente vai conseguir terminar", afirmou. Cleitinho disse também que pretende concentrar esforços na redução da fila de cirurgias eletivas. Para isso, defendeu uma articulação com deputados estaduais para direcionar recursos de emendas parlamentares aos consórcios de saúde e ampliar a capacidade de atendimento no estado. "Eu acredito que em um ano, um ano e meio, a gente consegue fazer isso. Com trabalho, com dedicação, com ajuda da Assembleia, com ajuda dos deputados, a gente consegue fazer, sim". Cleitinho afirmou que pretende estabelecer metas para a Secretaria de Estado de Saúde e destacou que não pretende disputar a reeleição caso não consiga cumprir os compromissos assumidos. "O que eu propor aqui, falar que eu vou fazer, eu vou fazer. Eu vou conseguir fazer, com empenho, com honestidade, com uma equipe boa, com uma equipe técnica que coloque isso como meta, como planejamento". Doações de campanha Cleitinho Azevedo fala sobre uso de aviões na campanha em entrevista ao MG1 Questionado sobre as doações recebidas durante a campanha de empresários que atuam em setores sujeitos a licenciamento ambiental concedido pelo estado, Cleitinho afirmou que sua campanha é financiada por doações privadas e destacou não ter utilizado recursos públicos. O candidato disse que os apoiadores são empresários que acreditam em seu projeto político e negou que as contribuições possam resultar em privilégios ou interferências futuras na administração estadual. "Eu quero deixar bem claro aqui. Quem quiser me ajudar agora, seja bem-vindo. Na hora que eu governar, se eu estiver lá, ninguém vai ter autonomia, vai querer intrometer no meu governo, não". O candidato disse que não há irregularidade nas doações recebidas e reforçou o compromisso com a transparência. "Nem contato com esses empresários eu tenho. [...] Tem gente que quer ajudar e ajuda de coração mesmo quando a gente faz uma vaquinha online. Então, essa essa situação não tem como eu controlar, não. Agora, o que eu posso controlar sou eu, são as minhas atitudes, as minhas ações". Emendas PIX Cleitinho Azevedo fala sobre emendas pix em entrevista ao MG1 Questionado sobre o uso das chamadas "emendas PIX", apesar de ter feito críticas públicas ao mecanismo, Cleitinho afirmou que continua destinando os recursos aos municípios porque considera que as prefeituras precisam do apoio financeiro. O candidato disse que suas críticas são direcionadas à falta de transparência e ao uso irregular das emendas, e não ao repasse em si. "Eu falo da forma como ela é feita, com corrupção. Agora, tem alguma investigação minha com emenda PIX? [...] Os prefeitos vão no meu gabinete, pedem os recursos, e eu envio para as prefeituras". Cleitinho também afirmou que nunca condicionou a liberação de recursos a contrapartidas políticas e destacou que não é alvo de investigações relacionadas às emendas parlamentares. Ao ser questionado sobre a possibilidade de incentivar práticas semelhantes na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), caso seja eleito governador, o candidato afirmou que pretende dialogar com os deputados sobre a destinação das emendas parlamentares. Segundo ele, os recursos devem ser direcionados para áreas consideradas prioritárias, como saúde, educação, infraestrutura e atendimento a pessoas com deficiência. "Eu quero muito conversar com os deputados para a gente ver uma forma de pegar essas emendas, que são legítimas, para que a gente possa aplicar diretamente onde precisa". Indefinição de candidatura Cleitinho Azevedo fala sobre a indefinição da candidatura em entrevista ao MG1 Questionado sobre declarações em que afirmou que deixaria a política por oportunidades em outras áreas, Cleitinho Azevedo disse que sua trajetória demonstra comprometimento com a vida pública. O candidato afirmou que entrou para a política sem planejar uma carreira, mas que, ao assumir o primeiro mandato, passou a compreender a importância da atividade para a população. Segundo ele, a sequência de eleições em que foi escolhido para cargos de maior alcance demonstra reconhecimento do eleitorado ao seu trabalho como vereador, deputado estadual e senador. "O eleitor que me conhece sabe que eu sou totalmente comprometido, verdadeiro e transparente. [...] A partir do momento que eu entrei na política, eu tive o comprometimento de entender a importância que tem a política na vida das pessoas". Cleitinho afirmou que nunca escondeu que não pretendia construir uma carreira política de longo prazo, mas disse que decidiu disputar o governo de Minas após liderar pesquisas de intenção de voto e interpretar esse resultado como um desejo da população mineira. "Eu realmente não quero fazer uma carreira política. [...] Eu deixei o povo escolher. Cada mês eu liderava a pesquisa". O candidato também afirmou que poderia permanecer no Senado até o fim do mandato, mas optou por disputar o governo por acreditar que está preparado para a função. Propag e dívida de Minas Cleitinho Azevedo fala sobre Propag em entrevista ao MG1 Questionado sobre as críticas que tem feito ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), apesar de ter participado da tramitação do projeto no Senado, Cleitinho Azevedo afirmou que as emendas que apresentou não foram incorporadas ao texto final por motivos políticos. "O presidente do Senado [na época, Rodrigo Pacheco (PSB)] tinha interesse de ser candidato a governador de Minas Gerais. [...] Ele que incorporou a questão do Popag para poder ter relevância. Todas as emendas, eles não acataram minhas emendas, nenhuma, simplesmente porque eu também poderia disputar essa eleição, como eu estou disputando". O candidato voltou a classificar o programa como um "mal necessário" e afirmou que, se eleito, vai negociar com o governo federal as condições de pagamento da dívida. Ele defendeu que os recursos permaneçam em Minas Gerais para investimentos em áreas como infraestrutura e saúde. "O governo [federal] tem aqui dentro do estado muitas obrigações, como estradas, saúde. Então, poderia pegar essas prestações, com diálogo, com conversa, e investir novamente aqui em Minas Gerais", disse. Ao ser questionado sobre a viabilidade de uma nova negociação com a União, Cleitinho afirmou que acredita no diálogo com o governo federal, independentemente de quem esteja na Presidência da República. "Por que não? É diálogo, é conversa. Eu acho que o político é isso. O líder político é para fazer isso, poder dialogar, conversar, e eu deixei isso bem claro, independente de quem seja o presidente da República. [...] Que seja o Lula, que seja o Flávio Bolsonaro, que seja o Renan, que seja o Cury. Vamos conversar e vamos dialogar. Tem possibilidade, sim". Cleitinho afirmou ainda que, caso uma renegociação não avance, pretende aumentar as receitas do estado e reduzir as despesas. Ele propôs a revisão de incentivos fiscais, a busca por novos investimentos privados e uma reforma administrativa.. "Eu quero ver cada isenção, porque estava em sigilo, qual que foi a contrapartida. Porque essas empresas que não estão dando contrapartida podem pagar, e a gente diminui um pouco as isenções fiscais para aumentar a receita do Estado também e, com isso, pagar a dívida com o governo governo federal". Articulação política e relação com a Assembleia Cleitinho Azevedo fala sobre articulação política em entrevista ao MG1 Questionado sobre as dificuldades que relatou para aprovar projetos no Legislativo e sobre como pretende construir maioria na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Cleitinho afirmou que já demonstrou capacidade de articulação durante os mandatos como deputado estadual e senador. O candidato citou propostas aprovadas de sua autoria, como a redução da taxa de licenciamento de veículos e a isenção do IPVA para veículos mais antigos. Segundo ele, essas iniciativas tiveram impacto direto no orçamento dos mineiros. "Eu consegui aprovar um projeto que diminuiu a taxa de licenciamento de R$ 200 para R$ 35. [...] No ano passado, eu aprovei uma PEC que [...] retira IPVA. Aqui em Minas Gerais hoje, 4 milhões de veículos não estão pagando mais IPVA, que é uma lei minha." Cleitinho afirmou que, se eleito, pretende manter diálogo permanente com deputados da base, da oposição e de blocos independentes. Segundo ele, o governo não será orientado por disputas ideológicas, mas pela busca de soluções para os problemas do estado. "Vou colocar o povo em primeiro lugar, zero ideologia. Vou dialogar com todos, inclusive com a oposição." O candidato disse ainda que pretende se reunir regularmente com os parlamentares para discutir demandas e críticas ao governo. "Eu quero reunir com eles de 15 em 15 dias, inclusive com a oposição. [...] Eu quero receber as pedras para poder construir um governo melhor, junto com a Assembleia e junto com os deputados." Servidores públicos Cleitinho Azevedo fala sobre reajuste para os servidores em entrevista ao MG1 Questionado sobre a política de reajustes para os servidores estaduais diante dos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, Cleitinho afirmou que pretende garantir, ao menos, a recomposição anual da inflação para o funcionalismo. Segundo o candidato, a medida atenderia uma reivindicação histórica dos servidores da educação, da saúde e da segurança pública. Ele disse que não pode assumir compromissos relacionados a perdas acumuladas de anos anteriores, mas defendeu a correção inflacionária como prioridade de sua gestão. "A recomposição inflacionária a gente vai dar anual. [...] Pelo menos isso a gente vai fazer para todos os servidores". Cleitinho afirmou que a situação fiscal do estado limita concessões de reajustes maiores neste momento, mas reiterou que pretende manter a política de recomposição dos salários ao longo do mandato. Ao ser questionado sobre o fato de o plano de governo citar especificamente profissionais da educação e da segurança pública, o candidato disse que a proposta também contempla servidores da saúde e das demais áreas do funcionalismo estadual. "Eu acho que a gente tem que ser justo e fazer para todos". Diálogo com o setor agropecuário Cleitinho Azevedo fala sobre agropecuária em entrevista ao MG1 Questionado sobre a ausência de propostas específicas para a pecuária em seu plano de governo, Cleitinho afirmou que pretende construir ações para o setor por meio do diálogo com produtores rurais e representantes das cadeias produtivas. O candidato disse que uma de suas prioridades será identificar obstáculos enfrentados por quem produz no estado e buscar soluções, em conjunto com sua equipe de governo. "O Estado tem que parar de ser inimigo de quem produz. Então eu queria muito entender, sentar, olhar no olho de cada um. [...] Se a gente quer aumentar a receita, a gente tem que acabar com essa burocracia. É muita burocracia que tem no estado", afirmou. Segundo ele, o crescimento econômico depende da criação de um ambiente mais favorável para investimentos e para a geração de riqueza por parte da iniciativa privada. "O que está atrapalhando quem quer empreender aqui? Se a gente está falando de um estado que precisa aumentar a receita... Quem aumenta a receita não é o estado, o estado é só despesa". Mobilidade urbana e Rodoanel Questionado sobre a ampliação do transporte público metropolitano e a expansão do metrô, Cleitinho disse que considera a mobilidade um dos principais desafios da Região Metropolitana de Belo Horizonte e afirmou que pretende ampliar os projetos de transporte sobre trilhos, apesar de reconhecer que o tema não foi detalhado no plano de governo. O candidato também defendeu a revisão dos contratos de concessão do transporte coletivo e criticou a qualidade dos serviços prestados atualmente. Segundo ele, é preciso avaliar as condições dos contratos para melhorar a qualidade do atendimento e buscar tarifas mais acessíveis. "Acho que talvez, no plano de governo, faltou, e cabe a mim, se eu conseguir ganhar, poder executar. Essa questão do transporte público é extremamente importante". Cleitinho afirmou que pretende reavaliar contratos firmados com empresas do setor e atribuiu os problemas enfrentados pelos usuários à falta de prioridade dada ao interesse público. "A gente precisa rever contrato por contrato que tem aqui em Minas Gerais. [...] São passagens caras, ônibus sucateados e um trabalhador que [...] demora duas, três horas para chegar em casa". Ao comentar a situação do Rodoanel da Grande BH, Cleitinho afirmou que a prioridade deve ser destravar o projeto atualmente em discussão na Justiça para permitir a execução da obra com os recursos já previstos. Conforme o candidato, um eventual redirecionamento dos recursos para outras intervenções rodoviárias só deveria ser considerado caso não seja possível viabilizar o empreendimento. "A primeira opção que a gente tem que ter é essa mesmo: continuar dedicando para que a gente possa destravar isso." Cleitinho também disse que qualquer governador eleito deveria concentrar esforços na liberação do projeto e na execução dos investimentos destinados ao Rodoanel. Corrupção e relação com aliado investigado Cleitinho Azevedo fala sobre corrupção em entrevista ao MG1 Questionado sobre as críticas que faz ao esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões e sobre sua proximidade com o presidente estadual do Republicanos, deputado federal Euclydes Pettersen, indiciado sob suspeita de envolvimento nas fraudes, Cleitinho afirmou que nunca tratou com ele de assuntos relacionados às investigações. Segundo o candidato, a apuração envolvendo Pettersen deve seguir seu curso independentemente da relação política e pessoal que mantém com o deputado. "Eu conheci ele em 2022, quando me fez esse convite para vir candidato a senador. Nunca neguei isso, que eu tenho essa gratidão com ele e vou continuar tendo essa gratidão. Se daqui uns dias ele for condenado, ele vai ter que pagar como qualquer um tem que pagar". Cleitinho afirmou que não é alvo de investigações relacionadas ao caso e disse que a responsabilidade por eventuais irregularidades é individual. Ao ser questionado sobre até que ponto manteria a proximidade com um aliado investigado, o candidato disse que já deixou de apoiá-lo politicamente na disputa ao Senado enquanto o caso não for esclarecido. "Eu conversei com ele e falei: 'Agora eu não consigo te apoiar como candidato a senador. Esquece a gratidão que eu tenho com você, a questão partidária, a amizade, mas agora você tem um processo para poder se defender'". Cleitinho também minimizou a influência de Pettersen em um eventual governo estadual e afirmou que as decisões da administração seriam tomadas exclusivamente por ele. "As decisões do governo são minhas. Eu que vou tomar conta. [...] Ele é presidente do meu partido, como você disse. É só o presidente do meu partido. Meu partido é o povo". Conduta pública Cleitinho Azevedo fala sobre conduta das redes sociais em entrevista ao MG1 Questionado sobre episódios que repercutiram nas redes sociais, como quando cobriu um radar de trânsito com uma camiseta e abriu passagem em uma estrada para motoristas evitarem o pagamento de pedágio, Cleitinho Azevedo afirmou que não pretende estimular esse tipo de comportamento caso seja eleito governador de Minas Gerais. O candidato argumentou que as manifestações ocorreram como forma de protesto contra decisões que, segundo ele, prejudicavam a população. "Todos os contratos que eu fizer vão ser para beneficiar o povo. Todos esse contratos, inclusive esse da estrada, não foram para beneficiar o povo. Foi simplesmente colocar uma taxa de pedágio com um valor de R$ 15 sem investimento nenhum". Segundo o candidato, o objetivo da ação foi chamar a atenção da população para o que considera uma cobrança injusta. "O que eu quis fazer naquele momento ali foi um protesto mesmo de mostrar que o cidadão mineiro está sendo roubado". Cleitinho afirmou que, se chegar ao governo estadual, pretende concentrar sua atuação na revisão de contratos e concessões que não tragam benefícios para os mineiros. O candidato também disse que pretende atuar de forma independente de interesses empresariais ou políticos. "Eu não vou fazer nenhum contrato ali pra beneficiar empresa nenhuma, nenhum grupo político ou ninguém. Vou fazer contato ali só pra beneficiar a população mineira". Cleitinho Azevedo (Republicanos) em entrevista ao MG1 TV Globo/ Reprodução Os vídeos mais vistos do g1 Minas:

FONTE: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/eleicoes/2026/noticia/2026/09/18/cleitinho-azevedo-entrevista-mg1.ghtml


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