Polícia Civil investiga motorista que impediu passagem de ambulância do Samu em Pouso Alegre, MG
17/03/2026
(Foto: Reprodução) Motorista impede passagem de ambulância do Samu em Pouso Alegre
A Polícia Civil instaurou um procedimento investigativo para apurar a conduta de um motorista que teria impedido deliberadamente a passagem de uma ambulância do Samu na noite da última sexta-feira (13), em Pouso Alegre (MG). A equipe transportava uma idosa de 91 anos, em estado grave, para o Hospital Samuel Libânio.
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Segundo o Samu, a paciente apresentava sintomas de AVC e necessitava de atendimento rápido. Ela morreu no domingo (15), mas tanto o serviço de urgência quanto a Polícia Civil afirmam que ainda não há confirmação de que o bloqueio no trânsito tenha influenciado no desfecho do caso.
De acordo com a apuração inicial, o motorista envolvido no episódio ainda não foi identificado. O veículo que ele conduzia, um Volkswagen Gol, está registrado em Guarulhos (SP).
A corporação informou que, dependendo do andamento da investigação, o condutor poderá responder criminalmente.
Vídeo mostra motorista fechando ambulância
Imagens gravadas pelos socorristas mostram o motorista impedindo a ambulância de avançar pela Avenida Prefeito Olavo Gomes de Oliveira, por volta das 21h30. Segundo os profissionais, além de ignorar sinais sonoros e luminosos, o condutor realizou diversas manobras para “fechar” a viatura sempre que a equipe tentava ultrapassá-lo.
Motorista impede passagem de ambulância em Pouso Alegre
Reprodução redes sociais
Em determinado momento, o motorista colocou o braço para fora da janela e fez um gesto obsceno para os trabalhadores do Samu.
Conduta é infração gravíssima
Bloquear a passagem de ambulâncias, viaturas de polícia ou caminhões dos bombeiros com sirenes e luzes acionadas é considerado infração gravíssima pelo Código de Trânsito Brasileiro. A penalidade prevista é de R$ 293,47 de multa e 7 pontos na CNH.
Polícia Civil investiga motorista que impediu passagem de ambulância do Samu
Além da infração administrativa, o comportamento pode ser enquadrado como crime, caso seja comprovado que o atraso tenha causado prejuízo direto à saúde do paciente.
A Polícia Civil segue investigando o caso.
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