Suspeito de matar namorada na Savassi é servidor do Cefet e já tinha sido afastado por infração
20/05/2026
(Foto: Reprodução) Circuito de segurança mostra suspeito saindo do apartamento logo depois do crime
Adalton Martins Gomes, de 45 anos, preso pela Polícia Civil por suspeita de assassinar a namorada em um apartamento na Savassi, em Belo Horizonte, é servidor público federal vinculado ao Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG).
O suspeito chegou a ser demitido da instituição após responder a um processo administrativo disciplinar (PAD) por infração, mas foi reintegrado ao cargo por decisão judicial em 2020.
Em nota, a instituição informou que Adalton ingressou no CEFET-MG em 15 de janeiro de 2009, no cargo de técnico em Tecnologia da Informação. A investigação interna foi instaurada em 2017 e resultou na demissão do servidor em 2018.
No entanto, em 2020, a 14ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária de Minas Gerais decidiu pela reintegração do servidor. A decisão foi alvo de recurso do CEFET-MG à segunda instância, onde o processo segue em tramitação.
Atualmente, Adalton ocupa o cargo no campus Nova Gameleira, em Belo Horizonte, mas estava de licença médica até o dia 6 de maio. Em abril, a direção do campus solicitou uma avaliação da capacidade laboral do servidor, mas ele não compareceu à perícia agendada.
O CEFET-MG não informou qual foi a infração atribuída ao servidor. O g1 entrou em contato com o Tribunal de Justiça para esclarecer os motivos da reintegração e aguarda retorno.
Fotos mostram Giovanna Neves, de 22 anos, morta em BH, e o homem preso suspeito de feminicídio
Reprodução/ Polícia Civil
Morte de jovem passou a ser investigada como feminicídio
A morte da Giovanna Neves inicialmente era tratada como possível suicídio. Nesta terça-feira (19), a Polícia Civil divulgou que o caso passou a ser investigado como feminicídio. O namorado da vítima, Adalton Martins, foi preso preventivamente na última sexta-feira (15), suspeito de tentar forjar a cena do crime.
Segundo as investigações, ele também teria interesse no patrimônio da jovem, que herdou um apartamento avaliado em cerca de R$ 900 mil.
O corpo de Giovanna foi encontrado por uma amiga, que estranhou o fato de a jovem não responder mensagens nem comparecer a um almoço marcado. Ao chegar ao apartamento, a amiga encontrou a vítima sem sinais vitais e acionou o Samu.
Relacionamento recente
De acordo com a investigação, Giovanna e Adalton começaram a se relacionar em outubro de 2025 e estavam juntos havia cerca de quatro meses.
A Polícia Civil informou que, pouco tempo após o início do relacionamento, o homem passou a morar no apartamento da jovem e chegou a transferir contas da residência para o próprio nome.
Testemunhas disseram ainda que Giovanna mudou de comportamento após o início da relação. Amigos e familiares relataram afastamento social, mudanças na forma de se vestir e sinais de dependência psicológica e vulnerabilidade emocional.
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