Alunos são suspeitos de simular pagamentos via Pix e causar prejuízo de quase R$ 7 mil em cantina de escola em MG
28/08/2026
(Foto: Reprodução) Escola de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de BH, onde os alunos aplicaram o golpe
Reprodução/TV Globo
Treze estudantes, com idades entre 13 e 16 anos, são suspeitos de simular pagamentos via Pix para comprar lanches em uma cantina de uma escola municipal de Santa Luzia, na Grande BH. Segundo a Guarda Civil Municipal, o prejuízo chegou a quase R$ 7 mil em cerca de dois meses.
De acordo com a corporação, os adolescentes admitiram que usavam uma versão modificada de um aplicativo bancário que permitia exibir na tela do celular comprovantes falsos de transferências via Pix.
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Assim, no momento da compra, eles mostravam o suposto comprovante como se a transferência tivesse sido concluída. O dinheiro, porém, não era depositado na conta da escola.
Segundo a Guarda Municipal, a prática ocorria diariamente e envolvia a compra de lanches na cantina.
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Como o golpe foi descoberto
A fraude começou a ser descoberta depois que uma professora responsável pela cantina desconfiou dos pagamentos. Ela percebeu que diferentes estudantes apresentavam comprovantes gerados pelo mesmo aplicativo bancário.
Após uma conferência, a direção constatou que os valores das supostas transferências não haviam entrado na conta da escola.
Ainda conforme a Guarda Municipal, os adolescentes chegaram a gravar vídeos ensinando como utilizar o aplicativo para simular os pagamentos.
O caso levou a uma reunião na escola, mediada pela Guarda Municipal, com a participação da direção, dos estudantes envolvidos e dos responsáveis. Segundo o comandante da corporação, Werlysson Volpi, os pais assumiram o prejuízo causado à cantina.
Werlysson Volpi, comandante da Guarda Municipal da cidade, durante entrevista à TV Globo
Reprodução/TV Globo
Polícia investiga se há participação de adultos
As informações também foram encaminhadas à Polícia Civil, que vai investigar o caso e apurar se outras pessoas participaram do esquema.
“Já foi repassado para o delegado. Ele já iniciou a investigação. Serão intimadas as pessoas responsáveis para ver se há adultos por trás desse arcabouço todo”, afirmou Volpi.
O comandante disse ainda que chamou a atenção da corporação a idade dos envolvidos.
“É espantoso. A gente espera de uma criança de 13 anos ficar atrás de um videogame, mexer no celular. Mas praticar um ato nesse potencial é um pouco assustador”, afirmou.
Segundo Volpi, caso a mesma conduta tivesse sido praticada por adultos, poderia haver, em tese, investigação por crimes como estelionato. A eventual responsabilização no caso dos adolescentes será apurada pelas autoridades competentes.
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