Brasileira que vive no Qatar tenta manter vida normal em meio à tensão com mísseis no Oriente Médio

  • 06/03/2026
(Foto: Reprodução)
Uberabense no Qatar relata impactos da escalada do conflito no Oriente Médio Enquanto o mundo acompanha com atenção o aumento das tensões envolvendo Israel, Irã e Estados Unidos, países da região também começam a sentir os impactos indiretos do conflito. Mesmo diante do cenário de incerteza, a cantora de Uberaba, no Triângulo Mineiro, Luciana Maya, que mora no Qatar há 17 anos, contou que tenta manter a rotina o mais normal possível. O espaço aéreo do país foi afetado e o governo restringiu a circulação em alguns momentos. “O Qatar é um dos países mais seguros do mundo, muito diplomático e sempre mediando conflitos. Dessa vez somos um dos alvos. Estamos tranquilos no país, mas é desagradável ficar ouvindo interceptação de mísseis. Para nós brasileiros é ainda pior, porque não estamos acostumados com esses barulhos de guerra”, relatou. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Segundo ela, o espaço aéreo foi fechado logo nos primeiros dias da escalada do conflito. A medida afetou voos internacionais e deixou milhares de pessoas impossibilitadas de deixar o país. “Desde o primeiro dia, se não me engano foi no dia 28, eles já fecharam o espaço aéreo. A Qatar Airways suspendeu a entrada e saída do país. Tem muitas pessoas presas aqui. Cerca de 8 mil pessoas que não são residentes estão no país neste momento”, explicou. Luciana trabalha em uma produtora e, por isso, consegue exercer as atividades de casa. O governo do Qatar também tem orientado os moradores a permanecerem em casa sempre que possível. Ainda assim, ela afirmou que tenta manter parte da rotina diária. “Acabamos indo à academia, passear com o cachorro e ao supermercado. Quando há algum perigo, recebemos um alerta no celular”, disse. Durante esse período de tensão, a cantora também decidiu ajudar outra brasileira que estava sozinha no país. “Acolhemos uma brasileira, a Julia, de Barretos. Ela estava sozinha em um hotel e chamamos para ficar aqui em casa”, contou. LEIA TAMBÉM: Garis tentam entrar em presídio com celulares escondidos Influenciadora relata em vídeo agressões cometidas por fisiculturista Trabalhador morre após máquina ceder durante manutenção Humor como forma de superar o susto Apesar do clima de alerta, Luciana disse que o humor tem sido uma forma de enfrentar o momento. “A gente até brinca, porque quando vivemos momentos assim usamos o humor para tentar passar por isso. Sempre dizemos que esse alarme ainda vai matar alguém, porque o barulho é assustador”, comentou. Ela afirmou que tem seguido apenas as orientações oficiais do governo do Qatar e do Itamaraty. Mesmo se sentindo segura no país, a cantora contou que a família no Brasil acompanha a situação com preocupação. “Aqui, graças a Deus, nos sentimos bem protegidos. Mas quem está no Brasil vendo pela televisão não vê assim. Então estou sempre mostrando minha realidade e situações do meu dia a dia para tranquilizá-los”, afirmou. Luciana disse ainda que, por já viver há muitos anos no país, consegue lidar melhor com a situação. Para quem estava apenas de viagem, no entanto, o impacto tem sido maior. “Para quem está viajando e acaba se vendo no meio desse conflito, a situação é muito mais complicada”, concluiu. Luciana trabalha em uma produtora e aderiu ao home office devido ao conflito Reprodução/Redes Sociais Como essa briga começou? Israel e Irã são adversários históricos. Durante anos, o confronto foi indireto. O Irã financia e apoia grupos armados que enfrentam Israel na região. O Hezbollah é o principal deles. ➡️ Desde 2023, Israel e Hezbollah vinham trocando ataques. Houve um cessar-fogo em outubro de 2024, mas os confrontos voltaram após a nova escalada contra o Irã feita no fim de semana. Hoje, em resposta, a fronteira do Líbano está cercada por militares israelenses. Por que os Estados Unidos entraram nisso? É importante saber que os Estados Unidos são o principal aliado de Israel. ➡️ O argumento oficial de Washington e de Tel Aviv é que o ataque aconteceu porque o programa nuclear iraniano representa uma ameaça. O temor é que o Irã esteja se aproximando da capacidade de produzir uma arma nuclear. Hoje, nove países possuem armas nucleares: Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido, Índia, Paquistão, Coreia do Norte e Israel. Vale lembrar que o Irã sempre negou que esteja buscando desenvolver uma bomba. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2026/03/06/brasileira-que-vive-no-qatar-tenta-manter-vida-normal-em-meio-a-tensao-com-misseis-no-oriente-medio.ghtml


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