Dmae promete reduzir enxurradas na Rondon Pacheco com obras de mais de R$ 130 milhões

  • 14/04/2026
(Foto: Reprodução)
Reservatório de contenção implementado no curso do córrego Lagoinha, dentro do Camaru Prefeitura de Uberlândia/Divulgação Moradores de Uberlândia já conhecem o risco: quando chove forte, a Avenida Rondon Pacheco costuma alagar. Com volumes entre 35 e 40 milímetros, a via já registra enxurradas. A avenida é uma das principais da cidade, corta o município de leste a oeste e tem grande fluxo de veículos. Ao longo dos anos, a Rondon Pacheco acumula episódios graves em dias de chuva. Há registros de carros arrastados, pessoas ilhadas e asfalto arrancado. A influenciadora Jhei Soares morreu após ser levada pela enxurrada. Os casos mostram um problema estrutural que vai além da drenagem da avenida. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Em mais uma tentativa do poder público municipal de mudar esse cenário, desta vez o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), em conjunto com a Prefeitura de Uberlândia, estruturou um pacote de obras de drenagem. A proposta é conter e controlar a água da chuva antes que ela chegue à Rondon Pacheco, atuando nos córregos que deságuam na região. Entenda mais abaixo. Para isso, estão previstas quatro obras que somam mais de R$ 130 milhões e que têm influência direta no fluxo de água da chuva que chega na Rondon Pacheco. Três dessas obras foram selecionadas para financiamento pelo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Com isso, o município poderá contratar crédito com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), por meio da Caixa Econômica Federal. Outras duas obras de drenagem no bairro Morumbi também foram incluídas no pacote. Segundo o diretor-geral adjunto do Dmae, Lucas José de Oliveira, o município ainda precisa apresentar documentos para formalizar o financiamento. A assinatura do contrato depende dessa etapa. Além disso, outra obra já selecionada pelo PAC e que vai influenciar diretamente na Rondon Pacheco está prevista para sair do papel ainda neste ano junto com outras que já foram licitadas. Veja mais abaixo. Apesar dessa melhoria ainda não ter autorização para contratação de financiamento pelo PAC, ela deve ser realizada com outros recursos. Represas e bolsões de contenção As obras preveem represas e bolsões de contenção em córregos que deságuam no córrego São Pedro, que passa sob a Rondon Pacheco. Esses reservatórios armazenam a água da chuva por mais tempo. Assim, a liberação ocorre de forma lenta e constante, evitando que grandes volumes cheguem de uma só vez à avenida. 💡Exemplo prático: Um exemplo já funciona no córrego Lagoinha, dentro do Camaru. A represa tem capacidade para reter 53 milhões de litros de água durante chuvas. Isso evita que todo o volume chegue de uma vez à Rondon Pacheco. "Antigamente, tinha uma represa lá no Camaru que ela não fazia o papel adequado. Então, em 2024, foram feitas novas obras ali pra que essa represa fosse utilizada como um dispositivo de contenção. Porque, naturalmente, o córrego recebe todo o escoamento da água pluvial da cidade, das casas e ele tem uma bacia de contribuição muito grande. Essa foi a primeira represa de contenção no curso do córrego Lagoinha. Então, agora, vão ser feitas mais represas ao longo do córrego com o objetivo de segurar essa água por um período para que ela possa escoar mais lentamente. Ou seja, é para dar um fôlego", afirmou Lucas. Obras e valores autorizados para financiamento pelo Novo PAC: ⛈️Córrego Lagoinha, nos bairros Santa Mônica, Santa Luzia, Pampulha e Carajás: R$ 65.901.713,45 🏞️2 reservatórios de detenção ao longo do Córrego Mogi, na parte superior da Alameda Padre Manoel e da Avenida Antônio Francisco (já contemplado em edital com resultado homologado): R$ 22.438.551,22 🚧drenagem pluvial na sub-bacia denominada Geraldo Abrão, no bairro Granada (já contemplado em edital com resultado homologado): R$ 12.583.720,20 👷‍♂️Execução de redes de infraestrutura de drenagem pluvial no Loteamento Maná, bairro Morumbi: R$ 21.600.073,52 - financiamento liberado pelo PAC, mas sem influência direta na Rondon Pacheco 🏗️redes de infraestrutura de drenagem pluvial no Loteamento Zaire Rezende, no bairro Morumbi: R$ 2.954.848,73 - financiamento liberado pelo PAC, mas sem influência direta na Rondon Pacheco Obra selecionada pelo PAC, ainda sem liberação para tomada de crédito, mas já inclusa em licitação: 💦3 reservatórios de contenção ao longo do córrego Lagoinha, localizados nas ruas Jaime de Barros, Vasco Mascia e Benjamin Alves Santos, na divisa dos bairros Granada e Santa Luzia (já contemplado em edital com resultado homologado): R$ 32.818.739,33 Licitação para obras já foi realizada Em outubro de 2025, a Prefeitura de Uberlândia lançou edital para contratar uma empresa de engenharia. O objetivo é elaborar projetos e executar obras de drenagem nos córregos Lagoinha e Mogi. Nesse pacote, já estão contempladas obras que vão influenciar na Rondon Pacheco, cujos financiamentos foram liberados pelo Novo PAC. Além disso, inclui outra obra já selecionada pelo PAC em 2025, mas que não teve liberação de crédito aprovada nessa leva. Veja as obras contempladas nessa licitação: 🏞️2 reservatórios de detenção ao longo do Córrego Mogi, na parte superior da Alameda Padre Manoel e da Avenida Antônio Francisco (financiamento liberado pelo PAC); 🚧drenagem pluvial na sub-bacia denominada Geraldo Abrão, no bairro Granada (financiamento liberado pelo PAC); 💦3 reservatórios de contenção ao longo do córrego Lagoinha, localizados nas ruas Jaime de Barros, Vasco Mascia e Benjamin Alves Santos, na divisa dos bairros Granada e Santa Luzia (financiamento ainda não aprovado pelo PAC, mas que deve ser realizado com crédito da Finisa). Em janeiro de 2026, foi feita a análise das propostas. No dia 1º de abril, o resultado foi homologado pelo diretor do Dmae. Segundo ele, as obras devem começar ainda em 2026. A empresa vencedora foi a DP Barros Pavimentação e Construção Ltda. O contrato é de R$ 70,3 milhões. "Inicialmente, a licitação estava estruturada com recursos provenientes de financiamento via Finisa. No entanto, buscando melhores condições financeiras, como taxas de juros mais baixas e maior prazo de amortização, o município optou pela migração para recursos do PAC", afirmou Oliveira. Conforme o Dmae, os 3 reservatórios de contenção ao longo do córrego Lagoinha, localizados na divisa dos bairros Granada e Santa Luzia, que ainda não tiveram liberação de crédito dentro do PAC, apesar da seleção do projeto, devem ser custeados pelo financiamento via Finisa e o restante pelo convênio que ainda deve ser oficializado com a Caixa. Apesar de a obra no Córrego Lagoinha, nos bairros Santa Mônica, Santa Luzia, Pampulha e Carajás (com valor R$ 65.901.713,45) ter influência direta na Rondon Pacheco e já ter liberação para contratação de crédito pela Caixa, ela ainda não está sendo licitada. Obras de drenagem nos córregos Lagoinha e Mogi que estão previstas na licitação 🔎Como funciona uma represa de contenção da água da chuva Diferente das represas tradicionais usadas para abastecimento, as represas de contenção têm uma função específica: reter temporariamente a água da chuva para evitar enxurradas e alagamentos. 👉Entenda como elas atuam na prática: A água chega rápido: durante chuvas intensas, grandes volumes de água escoa pelos bairros e chegam aos córregos em pouco tempo. A represa entra em ação: quando o volume ultrapassa a capacidade normal do córrego, a água começa a ser armazenada na represa. Retenção temporária: essa água fica retida por um período, evitando que tudo chegue de uma vez aos pontos mais baixos da cidade, como a Avenida Rondon Pacheco. Liberação controlada: a represa possui uma saída com vazão limitada (orifício ou comporta), que libera a água aos poucos e de forma constante. Menos enxurrada, menos impacto: com o fluxo controlado, diminui a velocidade da água, reduz-se o risco de alagamentos, danos ao asfalto e arrastamento de veículos. 📌Por que isso é importante? O principal problema das enchentes não é só o volume de água, mas a quantidade que chega ao mesmo tempo. Ao atrasar esse fluxo, a represa ajuda o sistema de drenagem a funcionar melhor. Apesar de terem o mesmo objetivo — reduzir alagamentos e enxurradas — represas e bolsões de contenção funcionam de formas diferentes dentro do sistema de drenagem urbana. 🌧️ Bolsão de contenção Onde fica: geralmente dentro de bairros e loteamentos, em pontos mais baixos do terreno. Como funciona: recebe exclusivamente a água da chuva vinda das ruas; enche durante a chuva e depois esvazia. Tem água o ano todo: não. Fica seco na maior parte do tempo. Principal função: segurar temporariamente a água e lançá-la na rede de drenagem ou córregos de forma mais lenta. Onde é comum: em novos loteamentos e áreas muito planas, como Morumbi, Novo Mundo e Vida Nova. Por que fazer a contenção da água antes de chegar à Rondon Pacheco? Localização dos reservatórios de contenção previstos na bacia do córrego Lagoinha, que contempla também o córrego Mogi Prefeitura de Uberlândia/Reprodução A Avenida Rondon Pacheco fica no ponto mais baixo da bacia do córrego São Pedro, a maior da cidade. A região recebe cerca de um terço de toda a água da chuva de Uberlândia, incluindo os córregos Lagoinha, Mogi e Jataí. Com o crescimento da cidade e a impermeabilização do solo, a água da chuva escoa mais rápido. Assim, grandes volumes chegam quase ao mesmo tempo à avenida. “A Rondon funciona como uma grande calha da cidade. Quanto mais a cidade impermeabiliza, mais rápido a água chega ali”, explicou o diretor do Dmae. Por isso, a estratégia adotada não é ampliar a drenagem da própria avenida Rondon Pacheco — o que hoje é considerado quase inviável devido à concentração de redes de água, esgoto, galerias, fibra ótica e estruturas já instaladas —, mas reter a água ao longo do caminho, antes que ela chegue à Rondon. Plano Diretor de Drenagem: o mapa dos próximos passos Além das obras, o município prepara o Plano Diretor de Drenagem Pluvial. O documento vai mapear áreas críticas e indicar novas soluções para diferentes regiões. Entre os focos do plano estão bairros com topografia extremamente plana, como Morumbi, onde o escoamento da água é dificultado. “Em áreas planas, a água praticamente não escoa. Por isso, são necessários bolsões e reservatórios intermediários para reter e redistribuir o volume”, explica o diretor. Exemplos de bolsões de contensão de água da chuva, que já existem no Bairro Novo Mundo, em Uberlândia Google Maps/Reprodução Maná e Zaire Resende: drenagem onde não existe infraestrutura O pacote também inclui os assentamentos Maná e Zaire Resende, que ainda não têm rede completa de drenagem. As obras vão implantar drenagem pluvial e redes de água e esgoto, estas ainda dependem de liberação de crédito. A água da chuva será captada e direcionada para redes já existentes, como as do bairro Morumbi. 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FONTE: https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2026/04/14/dmae-promete-reduzir-enxurradas-na-rondon-pacheco-com-obras-de-mais-de-r-130-milhoes.ghtml


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