Médica alvo de operação contra falsificação de diplomas de medicina tem prisão mantida em audiência de custódia
14/08/2026
(Foto: Reprodução) Médica que atuava na BA está entre presos durante operação contra grupo que falsificava diplomas de medicina
Reprodução/Redes Sociais
A médica alvo de mandados judiciais em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, durante uma operação contra um grupo suspeito de falsificar e vender diplomas de medicina, teve a prisão preventiva mantida pela Justiça Federal durante audiência de custódia.
A informação foi confirmada ao g1 pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (14). A sessão que avaliou o caso da suspeita, identificada como Aline Candice Carlos Magalhães, aconteceu na quinta (13).
O g1 entrou em contato com a defesa da médica, mas não havia conseguido resposta até a última atualização desta reportagem.
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Como não há presídio feminino na região, a médica foi levada para o Complexo Policial de Barreiras, cidade vizinha a Luís Eduardo Magalhães, onde segue presa, até esta sexta-feira.
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Ainda conforme informou a PF, um pedido de habeas corpus a favor da investigada foi solicitado pelos advogados da dela e aguarda apreciação da Justiça.
Relembre o caso
Segundo as investigações, a mulher, que se transferiu de São Paulo (SP) para a Bahia após se formar no estado, estava envolvida no esquema. Ela foi alvo de um mandado de prisão preventiva na quarta (12), quando a ação foi deflagrada.
Conforme informou a PF, além de diplomas, o grupo vendia outros documentos acadêmicos falsos, que eram usados para facilitar o ingresso ou a transferência de estudantes para cursos de medicina.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão contra os investigados. A operação foi deflagrada em Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, no oeste baiano, e em Montes Claros e Bocaiuva, no norte de Minas Gerais.
Investigação
Conforme a PF, a investigação começou em 2023, depois que o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) identificou um diploma falso apresentado para a obtenção de registro profissional e comunicou o caso à corporação.
Na época, uma mulher de 33 anos, que exercia a medicina em Cacique Doble (RS), apresentou um diploma falso de medicina do Centro Universitário Funorte, de Montes Claros (MG). A fraude foi descoberta durante o processo de verificação da documentação apresentado ao conselho.
A partir desse caso, os investigadores identificaram indícios de uma rede especializada na produção e comercialização de documentos acadêmicos falsificados.
As investigações continuam para descobrir mais detalhes sobre o esquema, identificar outras pessoas envolvidas no esquema e levar os dados de quem também teria adquirido ou utilizado os documentos falsificados.
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