Romeu Zema disse que ainda não foi notificado a respeito da sua inclusão no inquérito das fake news
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), disse nesta segunda-feira (20) que ainda não foi notificado a respeito do pedido para ser incluído no inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em entrevista ao Estúdio i da GloboNews, o pré-candidato falou sobre a decisão divulgada hoje mais cedo, em que o ministro do STF, Gilmar Mendes, ingressou com uma notícia-crime contra o ex-governador.
O pedido do ministro diz respeito a um vídeo publicado no mês passado por Zema em suas redes sociais, em que ele faz críticas ao Supremo e aos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli no contexto do caso Master. No vídeo, os ministros são retratados como fantoches.
Em outro momento da entrevista, Zema foi questionado sobre a possibilidade de ser vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL), e respondeu dizendo que levará sua candidatura até o final das eleições, completando a declaração dizendo que "combater a farra dos intocáveis" é agora mais um dos motivos para ele seguir com a candidatura até o final das eleições deste ano.
"Eu respeito o Flávio [Bolsonaro] estive com o pai dele [Jair Bolsonaro] em agosto. O próprio Bolsonaro é favorável que a direita tenha diversos candidatos. É o mesmo que aconteceu recentemente no Chile e que acabou elegendo um candidato de direita. Nós estaremos sim todos juntos no segundo turno, mas eu levarei a minha pré-candidatura e candidatura até o final e a partir de hoje, tenho mais um motivo para levá-las adiante, que é combater essa farra dos Intocáveis que agora vou intensificar", disse o pré-candidato do Novo.
A fala sobre combete a farra de intocáveis é uma referência às menções aos nomes de ministros do STF nas investigações do caso Master.
A seis meses das eleições, Zema também foi questionado sobre anistia aos condenados pelos atos de vandalismo de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. O tema é uma das pautas da direita. Em sua resposta, o pré-candidato do Novo foi enfático sobre conceder anistia e voltou a fazer provocações aos ministros do Supremo.
"Vou anistiar. É um absurdo as penas que foram impostas a quem participou de uma manifestação, inclusive empresário que doou R$ 500,00, agora virou um conspirador contra o estado democrático de direito. O que eu estou vendo é que esse tipo de reação está ferindo muito mais a democracia do Brasil. Sempre respeitei o Legislativo e o Judiciário e tenho uma maneira ponderada de atuar. Quem está oferecendo risco à democracia do Brasil são ministros que se aliaram ao crime organizado ".
Veja os vídeos que estão em alta no g1
O que é o inquérito das fake news
O chamado inquérito das fake news foi aberto em março de 2019 pelo STF e está sob a relatoria de Moraes.
O objetivo do inquérito, que é alvo de polêmicas, é apurar a disseminação de notícias falsas, ameaças e ataques contra ministros da Corte e contra o sistema democrático.
O inquérito foi instaurado de ofício pelo então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes.
Desde o início, o objetivo da apuração é identificar estruturas organizadas que atuem para desacreditar instituições, intimidar autoridades e estimular discursos contra a democracia, especialmente por meio das redes sociais.FONTE: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/04/20/romeu-zema-entrevista-globonews.ghtml